sexta-feira, 15 de abril de 2011

A Arte de Paquerar.

            Paquerar é uma arte, e hoje está cada vez mais difícil se achar artistas que exerçam essa função com maestria. Talvez por que as pessoas hoje estejam mais difíceis, ou até mesmo por que estejam mais exigentes, e ainda quem sabe, essas pessoas não se deixem permitir ser paqueradas. O certo é que se quiser se dar bem hoje em alguma festa, por exemplo, você tem que ser criativo.
            Nas minhas ultimas festas fiquei observando (não que tenha ido com essa intenção) algumas formas distintas de paquerar. Algumas deram certo, outras nem tanto. Lembrando que falarei dos modos dos homens paquerarem, já que os das mulheres quase sempre são da mesma forma (pelo menos eu acho isso). Então vamos lá:
Tem o paquerador dado. Aquele que não ta nem aí se vão achar que ele é fácil demais. Ele é o típico atirador, e às vezes se queima nisso. A maioria das mulheres gosta de se sentir desejada, ser a única, especial, e no momento que você sai atirando em todo mundo ela vai se sentir apenas mais uma na alça de mira. E não adianta falar que estava de olho nela desde o início, que mesmo tirando onda com as outras o foco principal sempre foi ela, que ela não deu espaço para que você chegasse etc, por que não vai colar.
Tem o paquerador oportunista, que aproveita da habilidade dos amigos para chegarem junto das amigas das mulheres ou paqueras dos amigos. Esse aí tem uma probabilidade muito grande de se dar bem, já que ninguém nesse mundo gosta de segurar vela para ninguém, então, já que a amiga ta encaminhada ela se garante logo. Essa atitude, no meu ciclo de amizade, é chamada de “bater esteira”.
O paquerador que não tem trabalho é aquele que sempre que o amigo arruma uma ficante ou algo do gênero, já pergunta se tem alguma amiga disponível para qualquer dia sair os quatro: o casal, o amigo do cara e a amiga da menina. Quase 100% de garantia de rolar um romance nesse caso também.
Paquerador facial é aquele que paquera de longe, faz caras e bocas para que a menina entenda o que ele quer e que ta afim dela. O difícil nesse caso é a garota perceber. O cara rir, mexe o cabelo, faz um coração no ar, da uma piscada, em fim, tenta chamar a atenção da “presa”.
Tem o paquerador estrela, ou playboy (não podia faltar né!?). Esse aí não pode demonstrar que está interessado na menina, ela quem perceba e venha atrás dele, por que estrela que é estrela não se rebaixa correndo atrás de garota alguma. Ficam com o  copo na mão, as vezes se balaçam no ritmo da música, sempre com cuidado no cabelo, para que não fiquem arrepiados. Sinceramente não sei a magia que contém nessa tática, o foda é que ainda da certo. Acho que deve ter um espécie de hipnose, sei lá, só sei que tem meninas (geralmente as mais novinhas) que ficam doidas quando são paqueradas pelos estrelas.
Alguns outros usam alguns artifícios extras para auxiliá-los na tarefa. Já vi gente pegando mulher se fazendo de mudo, com anel de brinquedo, com bilhetinhos escritos em casa, com pentes, brincos, sapatos, enfim, tudo que venha a somar no caso. Acho interessante essa modalidade, até por que já mostram para a garota que o rapaz tem criatividade.
Outro tipo de paquerador é o papeador. Esse aí se garante com qualquer garota, pois desenrola uma boa conversa, mesmo que minta às vezes, ou quase sempre. Esses geralmente se dão bem, já que quase sempre tem alguém que cai na lábia deles.
O paquerador tímido é o que mais se lasca. Precisa tomar uma ruma de birita para ficar desenrolado, e quando isso acontece geralmente as meninas mais invocadas da festa já estão arrochadas. Mas como já ta melado mesmo, acaba pegando qualquer uma, só para não passar em branco.
Por ultimo falarei no paquerador mais odiado pelas mulheres: o “Paquerador Abestaiado”. Esse sempre chega usando frases feitas, pegando no cabelo das mulheres, puxando-as pelo braço, enfim, é um verdadeiro pé no saco.
Talvez existam outros tipos que não citei aqui, mas a verdade é que tudo isso, todas as atitudes e os tipos visam um objetivo, conquistar uma garota. Elas são o tesouro mais valioso e cobiçado numa festa, e é por isso que ficam numa situação bastante privilegiada. Às vezes fico pensando se a situação se invertesse, se os homens de paqueradores passassem a ser os paquerados. Será que dariam uma de difícil também, ou ficariam encabulados? A mulher que ficou curiosa pode fazer o teste. Saiam ao ataque, não esperem os homens chegar. Acho que a maioria iria achar bom, eu pelo menos faço parte desse grupo.

“Pense como um homem de ação, atue como um homem de pensamento

domingo, 20 de março de 2011

Identificando um "abestaiado".

           
             Uma das piores coisas que podem existir em uma relação social é ter alguém chato no meio. Esses caras conseguem estragar qualquer farra, qualquer conversa, enfim, acabar tudo. Costumo chamar esses caras de “abestaiado”, e assim os são.
            Existe algumas formas de se identificar uma passoa “abestaiada”, se você tiver alguma das características que citarei, é bom se ligar.
            Um abestaiado é um cara que num show faz tudo que a banda pede: coloca o copo pra cima, balança as mãozinhas, joga para um lado e para o outro, etc. Dança batendo o pé no chão, para fazer zoada; puxa o cabelo da meninas que passam; se revolta quando  a doidinha não dança com ele (“e tu veio fazer o que aqui, se não foi para dançar?”), até parece que as garotas tem obrigação de dançar com ele; dizem cantadas feitas, como “tanta curva e eu sem freio” e ainda acham que estão abafando. Quando ficam bêbados são mais insuportáveis ainda: Choram, lhe abraça, fala cuspindo, lhe agarra para falar, fala quase beijando, diz que tem ama, que você é o melhor amigo dele, etc.
             Um abestaiado não fala, grita. Um abestaiado tem sempre as brincadeiras mais sem graça possíveis. Um abestaiado cola um papel nas costas dos outros, escrito: “sou gay”, “me chute”, dentre outros, e acha isso a coisa mais engraçada do mundo; faz “escurinho” nos amigos; brinca de “pagou”.
Quando você está em algum lugar com muita gente e um abestaiado lhe ver, ele fala seu nome nas alturas, ou então diz algo que só ele acha engraçado, como “bora safadão” ou “cornão”. Quando ganhar algum brinde ele usa, como a coroa do Burger King.
Abestaiado que é abestaiado abraça e beija todas as amigas, mas nunca pega nenhuma, e ainda fica puto quando um cara quer tirar onda com uma delas. Defende-as como se fossem suas esposas. Abestaiado que se preza copia as anotações do quadro para as colegas de sala, pensando que assim elas podem recompensá-lo com um beijo.
Quando ta no busão ouve música no celular sem fone, geralmente sendo música eletrônica. Quando ta em pé, fica atravessado no corredor, dificultando a passagem dos outros passageiros. Um abestaiado quase sempre cai em cima do povo quando o motorista faz uma curva. Quando ouve a musica com fone, canta a mesma, sem notar que ta cantando alto.
Um abestaiado fica dizendo números fora de ordem quando uma pessoa ta contando algo, com o intuito de atrapalhar. O Abestaiado continua batendo palmas mesmo depois dos aplausos já terem se acabado. Num aniversário fica cantando os parabéns errado, para tentar confundir o povo. Estoura as bolas de encher,         “disfarçadamente”, só que todo mundo ver que foi ele; faz questão de cantar o “com quem será”, e aponta ou sai falando o nome da pessoa para os outros falarem na hora do “vai depender...”.
Existem várias outras características, porém, se for citar todas, passaria a noite escrevendo.
 Enfim, se você é abestaiado ta na hora de mudar, por que por mais que os outros falem com você, eles não lhe gostam. Acham você um pé no saco e pela educação tentam manter um laço social com sua pessoa. Cresça mentalmente para evitar chatear os outros, por que se você se acha escroto, é só você mesmo que acha, ou outras pessoas que são tão “abestaiadas” como você.

"Um dia você aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas, do que com quantos aniversários você celebrou." (William Shakespeare)

sexta-feira, 18 de março de 2011

Inocência Perdida.


          
           Andando por alguns shoppings de Natal e observando o comportamento da galera, cheguei a uma triste conclusão: Alguns pais estão tirando o que há de mais encantador nas crianças, justamente a inocência de criança, o “ser” criança. Na verdade esse trecho é mais voltado para as mães. Os pais não influenciam tanto no modo do menino se vestir, já as mães...
            Tentarei aqui descrever a situação para vocês:
            As menininhas de hoje em dia são umas coroas. Se vestem como tal, agem como tal, talvez só não pensem como tal, muito embora façam esforço para isso. As mães deixam as filhas mais enfeitadas do que penteadeira de puta (usando o termo de Jessier Quirino). Mais maquiada do que um palhaço. Acho que só a maquiagem faz a menina aumentar uns 20 Kg.
            As roupas têm que ser de marca, com as respectivas bolsas. As unhas cuidadosamente pintadas, de preferência com cores inéditas. Os cabelos “pranchados”, de tão esticados que parecem que são de aço. Os saltos mais altos que elas próprias.
            Os meninos, como já disse, não sofrem tanta influência dos pais, é mais da mídia e dos amigos. Sendo assim, tem algumas opções: a primeira dela é se vestir como pinta. Talvez na concepção deles para parecer escroto tenha que parecer pinta, tenha que ter cara de mal, usar jaquetas com tocas, tênis de skatistas. A segunda delas é a ala dos coloridos. São os meninos já citados no outro texto - http://mulestadoscachorro.blogspot.com/2011/02/juventude-transviada.html (Juventude Trans(viada)) .
            Dou valor a isso não. Se tem uma coisa que não gosto é de criança que quer ser velha. Penso logo que é um anão. Criança tem que ser criança em todos os sentidos: falar besteira, brincar do que quiser, fazer raiva, sem se importar com o que pensarão deles. Tem que vestir as roupas que os pais escolham, mas que sejam roupas de crianças. Tem que exibir na face a inocência de criança, e não a de um adulto forçado.
Pergunto-me o porquê disso? Por que forçar a barra e deixar a filha como se fosse uma idosa. Será que a frescura da mãe é estendida para a filha? Será que é frustração da mãe que queria se vestir assim quando nova e não conseguia, e agora desconta na filha? Sinceramente não sei dizer.
De certa forma preocupo-me com o futuro (não que vá morrer por causa disso). Mas quando paro pra pensar em que adultos esses menininhos irão se tornar essa preocupação vem à tona.
            Mas enfim, cada um educa seu filho da maneira que achar conveniente e correta. Até por que isso é uma função única e exclusiva dos pais. Porém, temos o direito de criticar atitudes que julgamos exageradas, e isso que faço.
            Quem volte os esconde-esconde, as brincadeiras de tica, os polícias e ladrões, e que parem de querer acelerar o processo de envelhecimento natural da garotada.

“O único hábito que se deve permitir a uma criança é o de não adquirir nenhum”.


Ah, o carnaval!!!

Demorei a escrever, pois não gosto de forçar nenhum tema. Eles têm que chegar do nada. Algo que alguém fala, algo que alguém faz, etc. Qualquer coisa dessa pode virar assunto para um texto.
Deu vontade de falar do carnaval, só não sei o que ainda. Começarei a escrever livremente, e prometo a todos que não editei absolutamente nada.
            O carnaval é uma data bem interessante. É o único período do ano que você é liberado das suas obrigações com o único objetivo de farrear. Encher a cara de cachaça, ir para festas, namorar, tirar onda e outras coisas mais. Temos essa data em nosso calendário, e para alguns o ano só começa após a mesma.
            Nesse período as pessoas se soltam. Muitas deixam extrapolar a vontade de coisas, que por censura dos dias normais, não podem ser colocadas em prática. Fazem o que vier na cabeça. Alguns se escondem atrás de máscaras ou de fantasias, para de uma certa forma tentar “mascarar” seu atos. Outros estão nem aí, aliás – “carnaval é só uma vez no ano.”
            Surgem várias bandas nesse período, e ficam por aí mesmo, quem sabe até o outro ano. Músicas da moda, que duram somente 5 dias, não que elas queiram isso, é por que se escuta tanto no período carnavalesco que se enjoa mesmo. Mas quem se importa? Carnaval é isso mesmo. É para ouvir o que não presta. Já pensou um carnaval ao som de Tom Jobim? Ou de Nelson Nedi? Realmente num daria certo, né?
            No carnaval tem que ser “chicotada e tchau”, negócio de ficar com chamego não. Temos que beber dizer para todos que “Eu fico triste e alegre
Sem beber eu fico triste, bebendo eu fico alegre”. Ou então chamar seu amigo -“bó beber bó”.  Tem as mulheres da malhação que entraram na academia só para ficar “durinha, durinha, toda gostosinha” nesse carnaval. Se você se perdeu da turma e for homem, tem nada não, pode “dormir lá em cima, na casa das primas”; se for mulher, “dorme lá em baixo, na casa dos machos”. O que importa é descansar. Se for novinha pode fazer a “posição da rã”.
            Descobri nesse carnaval que “meu coração era um menino traquino, saia rindo de toda relação”. E acho que ta mais que certo né? Até por que “eu tô solteiro e tô feliz, to sorrindo à toa”.
            Aguardar agora 2012, até por que tem muita água para rolar por baixo da ponte, mas uma coisa é certa. O carnaval continuará do mesmo jeito, e mesmo a música saindo da moda, o espírito continuará sendo “chicotada e tchau”.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

O Pinta e o Playboy.

            Não gosto muito do termo “tribo”, porém vou usá-lo hoje para falar sobre duas delas, que inicialmente são bem diferentes, contudo apresentam semelhanças imensas, diferenciado-as na questão do gosto: o pinta e o playboy.
            É muito fácil identificar, em qualquer situação, os dois grupos citados. Cada um apresenta características próprias, como a vestimenta e os atos.
Os pintas usam suas roupas da “ciclone” que tem que ser, de preferência de veludo. O kit básico é um bermudão, camisa solta e uma corrente de prata. O pingente vai mostrar o lado de inclinação do pinta. Pode ser de uma torcida organizada, de um cantor de rap, etc. O Boné também é marca registrada, com a aba dobrada o máximo que conseguir. A marca pode variar: Hang Loose, Billabong, Smolder, Quiksilver, etc.
O playboy tem sua marca registrada também: calça justa (se a situação for casual, usa-se com sandália Havaiana; se for mais arrumado, usa-se com tênis, de preferência da Nike, mas também pode ser Adidas). A camisa também tem que ser coladinha. As marcas preferidas são: Polo Play, Hollister, Abercrombie, etc. O interessante é que tenha algum número. A estampa não interessa desde que tenha em destaque a marca da camisa. O melhor é que ela venha escrita no centro, na parte do peito. Quanto ao boné, os playboy já usaram mais no passado, hoje não usam tanto, mas se usarem os preferidos são os da Adidas.
Cada uma das tribos idolatra um estilo musical: o pinta fica louco quando toca o chamado “reggae das antiga”, com banda mel, banda reflexo, e o grande grafitão. O playboy se agita com Garota Safada e Aviões do Forró.
As danças também os caracterizam: os pintas dançam de uma maneira singular, colocando o pé pra frente e balançando os braços atrás da bunda, como se tivesse abanando-a. Quando o negocio esquenta é formada a linha de batalha, onde uns saem de um lado pra outro dando murro no ar (até que atinja alguém). Os pulos também são características "pintai"s. O playboy dança levantando o copo de bebida, que tem que ser Whisky. As vezes não se satisfazem só com os copos, então levantam os litros da birita também. Uns, mais exaltados, ficam dando pinotes também, parecendo com os pintas já citados.
Tem a hora chata dos dois. A hora das brigas. Pinta e playboy que se preze tem que arrumar confusão. Tem que detonar. Os pintas chegam com seu golpe fatal, a voadora; os playboys chegam no murro. Para começar basta um pequeno esbarrão, ou então alguém olhar para a mulher de um deles.
No agrupamento, os pintas fazem gangs, os playboys fazem equipes: os pintas se intitulam de “TGA Comando Esperança” ou “TMV Passo da Patria”. Os playboys são: “equipe bebo rodado” ou “Equipe Alcoólatras Famosos”, por exemplo.
A localização que ficam dentro de um show também é a mesma: o pé do palco. Antigamente o pé do palco era reduto dos pinta, que tem total direito de tentarem retomar o poder desse espaço. Os plaboys chegaram agora e já se acham dono do território. Mas enfim, o que importa é ta ali perto da banda, pedindo que mande um alô para o seu agrupamento. Quando o alô é individual funciona assim: O nome do pinta vem acompanhado com o prefixo boy. Boy Caveira, Boy Morcego, Boy Doidera, etc. Os playboys tem que ter nome e sobrenome. Para ser playboy a galera tem que saber seu sobrenome: Felipe Flor; Rodrigo Freire, etc. (qualquer semelhança é mera coincidência).
As mulheres dos dois são presença constante: As dos pintas procurando confusão, com as jaquetas dos namorados, e as dos playboys desfilando frescura com seus saltos altos e maquilagens tão fortes que as vezes parecem umas palhaças.
As suas tribos fumam cigarro, as duas tribos fumam maconha. A diferença é que o pinta é “maconheiro vagabundo” e o playboy fuma pra fazer a cabeça.
No fundo o que as duas tribos querem é a atenção da galera. Mostrar para os outros que são escrotos. Bem mais escrotos do que o resto dos normais. Ambas apresentam um uniforme, ambas se posicionam estrategicamente, ambas gostam de uma confusão, ambas curtem um determinado ritmo.
Quando me refiro que a semelhança é muito grande, falo relacionado ao modo de pensar, se é que existe pensamento nesse meio. O que fica explicito é uma guerra de egos em que, o que vale é aparecer bem para a sociedade. E esse “aparecer bem” pode muito bem não estar de acordo com o que é aceito pela própria sociedade, mas sim, de acordo com o que eles pensam que é certo ou errado, o que é escroto ou não, o que o vai deixar popular ou não.
Seguirão assim por muito mais tempo, até ver que vivem num mudo de fantasia e de aparência, num mundo de futilidades no qual não acrescentará nada na sua vida. Torçamos para que o crescimento cronológico venha acompanhado do crescimento mental, que às vezes é atrofiado por esses pensamentos fúteis. Caso isso não ocorra, seremos obrigados a ver por muito tempo ainda a disputa das duas “tribos” pelo espaço tão desejado.

“Os homens deviam ser o que parecem ou, pelo menos, não parecerem o que não são.”

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Vida de Professor - Parte 2

     Ao ser perguntanda em sala de aula a materia que cairia na disciplina de "Cultura do RN", a amenina responde: - Sei lá, acho que é Grécia.

  

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Velha Infância.

           Do nada me peguei fazendo uma comparação entre a época da minha infância e a de hoje, e vi quanta diferença existe entre elas. O bom é que a nossa foi melhor, com coisas mais interessantes para fazer. Hoje não se tem tantas opções, a maior parte dela está atrelada à informática, o que diminui bastante a criatividade da criança na criação de brinquedos.
            Mas não são só nos brinquedos que éramos melhores. Os programas também. Quem dessa época não parava em frente à TV para assistir o Grande Topo Gigio ou esperava ansiosamente o início dos “Trapalhões”?!
            Os filmes também eram massa. Aguardar 2 sessões na fila para assistir “A Princesa Xuxa Contra o Baixo Astral” ou “O Casamento dos Trapalhões” sem reclamar de nada. Era bom demais. E o mais invocado eram os atores: Corrando, Angelica, os cantores do Dominó, Sergio Malandro, etc.
            Brincar de “Comandos em Ação” e de “Playmobil” não tinha pareia. Pular de “Pogobol” ou jogar “jambol” também não. Ainda tinha a “Ambulância do Doutor Saratudo”... Primeira de luxo.
            Assistir Caverna do Dragão e ficar puto por que os caras nunca conseguiam voltar para casa. Ver os “Ursinho Gammy” “pinotando” depois de tomarem o famoso “Suco de frutas Gummy” (Que hoje virou nome de birita) era bom demais, sem falar dos Smurfs.
            E hoje? O que tem de bom?
            Realmente é complicado. Quem escolhe a grade infantil da TV pensa que nossas crianças são doidas ou lezadas. A ruma de desenhos japoneses que predomina hoje é simplesmente ridículo. Poderes e mais poderes, truques e mais truques, brigas e mais brigas. Influenciam tanto que tem encontro de fãs, cada um fantasiado com seu personagem favorito. Tenho medo é que eles cresçam pensando que têm super poderes de verdade e pulem de um prédio ou coisa parecida.
            As músicas são piores ainda: Lady Gaga, Justin Bieber, etc.  Se for ouvir forró vão aprender a ser raparigueiro e tomar cachaça (Ah, cachaça não, Amarelinho). Se ouvir axé vai aprender a rebolar e a “fugir com a mulher maravilha”.
            Hoje as crianças discutem BBB. Lembro-me que eu para assistir um programa que passava mais tarde tinha que ter a autorização da minha mãe, e olhe que o mesmo não tinha nem 1% da safadeza que tem nos BBB´s da vida. A popularização da MTV faz com que nossas crianças aprendam sobre sexo, no “papo calcinha”. A internet (terra sem leis) da acesso a tudo que se possa imaginar, de bom e de ruim, porém, nesse caso, cabe aos pais a fiscalização. Tem uma ruma de cabra “veio” querendo se aproveitar da inocência de muitos para fazer o que não presta.
            E assim a vida segue. Os mais velhos com saudades da infância, os mais novos aproveitando a sua. O problema é que o futuro da sociedade depende da população mais jovem (óbvio). Me pergunto que sociedade estamos formando? Com que valores e cultura? ...
            Abraço a todos...